Arquivo da categoria: Politica e Sociedade

Habemus Papam!

João Paulo II, o papa da paz!

Não quero me aproveitar do momento, mas preciso falar sobre este homem que foi para mim, enquanto ainda era protestante, um exemplo de cristão.

A historia da Igreja Católica é marcada por polêmicas posições em defesa da fé cristã. Temos as Cruzadas, que tinha uma visão ambígua da evangelização, ao mesmo tempo que pela força conquistava povos não cristão, pilhava os seus bens; a inquisição que torturava em nome de “Cristo” para manter, através do medo, o respeito à uma doutrina que se distanciava dos métodos do Salvador; a posição duvidosa da Igreja na época da II Guerra Mundial, enquanto Hitler mandava para fornos milhões de judeus, entre outros absurdos.

João Paulo II contrastava com estas posições, visto que olhou para o mundo de forma diferente, embora tivesse na Igreja o privilégio da Salvação, tinha na prática da diplomacia cristã um método eficaz de aproximar as pessoas ao cristianismo e conseqüentemente, convertê-las. Visitou mesquita, sinagoga, Igreja Protestante, aproximou-se dos Ortodoxos e manteve relação de amizade com outras denominações religiosas, diversas no mundo. Um olhar moderno para um mundo moderno. Trouxe à Igreja um olhar jovem, criou o movimento Jornada da Juventude que reuniu em diversas partes do mundo, centenas de milhares de jovens.

Pode se dizer que em suas atitudes como primaz da Igreja, foi um santo, algo que por aclamação já valeria à pena, contudo nossa Igreja hoje passa por uma crise moral e, corre o risco de retroceder com todas as conquistas evangelizadoras de João Paulo II. Sua beatificação “recorde” pode ser parte de um processo político que visa renovar os ânimos dos milhões de católicos no mundo, principalmente aqueles que tinham em João Paulo II, um verdadeiro sucessor de Pedro. Se não for encontrado nenhum milagre que o eleve a “condição de santo”, sua vida já constitui em si própria um milagre, por reaproximar a Igreja aos povos que a constitui e por ter amado, como Cristo, todas as pessoas, independente do seu credo, da sua etnia e das suas posições políticas.

Habemus Papam!

 

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Uma Cultura diferente…

“Desiludido está o que tem que marchar para viver uma cultura diferente…” – Trecho da música Solo le pido a Dios, cantada por Mercedes Sosa.

Quem não lembra de Anos Incríveis?  Tintin? Glub Glub? Pois é, esta Cultura ficou no passado…

Criada pelo magnata das comunicações Assis Chateaubriand, a TV Cultura tinha como objetivo principal ser uma TV educativa. Posteriormente foi vendida ao governo do Estado de São Paulo que, na época do Regime Militar, cria a Fundação Padre Anchieta e “transfere” a administração da emissora.

Hoje a TV Cultura não passa de uma caricatura do que pretendia Assis Chateaubriand, as mudanças feitas pelo atual e perpétuo governo do Estado de São Paulo deram à emissora uma cara mercadológica que distancia do caminho a ser seguido. Mas o que entristece não são as mudanças, mas os fatos que geraram as mudanças.

Programa Roda Viva

O Programa Roda Viva é histórico na televisão brasileira, entrevistou diversas personalidades do mundo artístico, político e científico, sempre foi acompanhado por pessoas que valorizam a imparcialidade e a diversidade de opiniões, esta era a proposta do programa. Hoje quem comanda o programa é a Marília Gabriela que não representa a imparcialidade e não fala para os telespectadores tradicionais do Roda Viva.

As mudanças

Heródoto Barbeiro, jornalista, com bastante tempo de casa, foi tirado do programa porque indagou o então Governador Jose Serra acerca dos pedágios.

Paulo Markun, jornalista, com 28 anos de casa, foi demitido por não ser a favor do modelo (Futura) de TV proposta pelo governo do Estado de São Paulo que até os dias de hoje tem na TV Cultura e na cultura uma coisa supérflua.

Luis Nassif, jornalista, considerado um dos melhores jornalistas de economia, tem passagem por grandes jornais do país, não teve o seu contrato renovado com a TV Cultura, pelo mesmo motivo dos demais acima. Divergir do Governo do Estado de São Paulo.

Julio Medaglia, formado em regência na Alemanha, estava na TV Cultura há 24 anos, comandava o único programa de música Clássica da TV aberta, o Prelúdio, ao contrário dos demais, foi demitido por não fazer mais o perfil da emissora, como o mesmo diz: “querem transformar a Cultura num Discovery Chanel. Eles não precisam mais de mim”.

A nossa TV Cultura está perdendo a identidade, aos poucos irão transformá-la numa TV distante da sociedade até que seja totalmente modificada e vendida, como este governo sempre faz com o que é público.

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Orgulho e Preconceito

Não me admira que a nossa sociedade ainda mantenha em cargos públicos pessoas desse nível.

“Eu não corro este risco e os meus filhos foram muito bem-educados. E não viveram em ambiente como lamentávelmente é o teu”. Dep. Bolsonaro em resposta ao questionamento da cantora Preta Gil.

Foto de Andre Dusek/AE

O mais desprezível não é falar tais palavras, é ter na impunidade, na Constituição denominada imunidade parlamentar, a segurança para proferi-las.  A lei não pode ser refém de uma Constituição retrograda, pois se não podemos mudar as pessoas, podemos impedir que façam mal-uso dos seus direitos.

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