Arquivo do mês: maio 2011

Habemus Papam!

João Paulo II, o papa da paz!

Não quero me aproveitar do momento, mas preciso falar sobre este homem que foi para mim, enquanto ainda era protestante, um exemplo de cristão.

A historia da Igreja Católica é marcada por polêmicas posições em defesa da fé cristã. Temos as Cruzadas, que tinha uma visão ambígua da evangelização, ao mesmo tempo que pela força conquistava povos não cristão, pilhava os seus bens; a inquisição que torturava em nome de “Cristo” para manter, através do medo, o respeito à uma doutrina que se distanciava dos métodos do Salvador; a posição duvidosa da Igreja na época da II Guerra Mundial, enquanto Hitler mandava para fornos milhões de judeus, entre outros absurdos.

João Paulo II contrastava com estas posições, visto que olhou para o mundo de forma diferente, embora tivesse na Igreja o privilégio da Salvação, tinha na prática da diplomacia cristã um método eficaz de aproximar as pessoas ao cristianismo e conseqüentemente, convertê-las. Visitou mesquita, sinagoga, Igreja Protestante, aproximou-se dos Ortodoxos e manteve relação de amizade com outras denominações religiosas, diversas no mundo. Um olhar moderno para um mundo moderno. Trouxe à Igreja um olhar jovem, criou o movimento Jornada da Juventude que reuniu em diversas partes do mundo, centenas de milhares de jovens.

Pode se dizer que em suas atitudes como primaz da Igreja, foi um santo, algo que por aclamação já valeria à pena, contudo nossa Igreja hoje passa por uma crise moral e, corre o risco de retroceder com todas as conquistas evangelizadoras de João Paulo II. Sua beatificação “recorde” pode ser parte de um processo político que visa renovar os ânimos dos milhões de católicos no mundo, principalmente aqueles que tinham em João Paulo II, um verdadeiro sucessor de Pedro. Se não for encontrado nenhum milagre que o eleve a “condição de santo”, sua vida já constitui em si própria um milagre, por reaproximar a Igreja aos povos que a constitui e por ter amado, como Cristo, todas as pessoas, independente do seu credo, da sua etnia e das suas posições políticas.

Habemus Papam!

 

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